#PorMaisVinhoBranco

Por RAFAELLA FIGUEIREDO

Os vinhos brancos geralmente são leves, refrescantes e ótimas opções para aperitivos, entradas ou até mesmo para acompanhar toda uma refeição. A grande maioria são produzidos para consumo imediato, mas não são todos assim. Existem vinhos brancos muito complexos e intensos, capazes de envelhecer por alguns ou muitos anos, quando bem armazenados. Existem vinhos brancos para todos os gostos e estilos. Mas ainda sim o consumo dos brancos no Brasil é muito baixo. Uma pena! Hoje o post vai ser uma tentativa de incentivá-los a consumir mais vinhos brancos, ou pelo menos, ver os brancos com outros olhos.

Eu tenho uma teoria que gostaria de dividir com vocês: quem gosta de vinho, gosta de vinho branco, rs! Quem não gosta, muito provavelmente não provou todos os vinhos brancos disponíveis no mercado para ter embasamento para esta afirmação. Seria até uma missão impossível para todos nós, mas o que quero dizer é que antes de você afirmar que não curte vinho branco, pense nas variedades dos brancos que já provou na vida. Foi uma quantidade e variedade relevante? Muito provavelmente não foi o suficiente. Então, reveja seus conceitos e prove mais… Vale sempre a pena testar novamente. Acredite!

Tenho escutado de muitas pessoas à preferência do tinto ao branco. É um dado empírico, mas independentemente de números ou estatísticas, me parece uma heresia escutar isso em um país tropical. Acredito que só a questão da temperatura já seria um bom motivo para o consumo de vinhos brancos ser maior, não é mesmo? Mas o que acontece é exatamente o oposto, segundo a auditoria de importação de vinhos de 2015 (os dados de 2016 não deverá diferir muito), Ideal Assessoria, 82% dos vinhos importados no Brasil foram tintos, 15,4% brancos e 2,2% rosés. A diferença do tinto para o branco é discrepante! Com estes dados, dá para sentir o panorama de consumo de mercado brasileiro.

Ainda com um consumo pequeno, a variedade de tipos e estilos que temos no mercado brasileiro não é ruim!  Por se tratar de um vinhogeralmente servido em temperatura mais baixa que o tinto, o vinho branco não deveria estar atrelado as estações mais quentes. Deveria estar interligado a todas as estações do ano, como na Europa, aonde o consumo de vinhos brancos é bem alto, mesmo no inverno.

Enfim, espero ter conseguido convencê-los a apreciar mais o vinho branco ou se não, ao menos espero que vocês vejam o vinho branco de uma maneira melhor.

Para ajudar vocês na hora de escolher o vinho branco, vou deixar uma explicação aqui simples e resumida dos tipos oferecidos no mercado.Certamente algum dos tipos abaixo irá agradará o seu paladar:

Secos e Leves: devem ser bebidos jovens, possuem aromas marcantes de frutas frescas e cítricas, vegetais e herbáceos. No paladar são leves e com acidez refrescante. Esse tipo de vinho raramente é envelhecido em carvalho. Como as uvas Sauvignon Blanc,Albariño, Soave, Vermentino e Pinot Grigio.

Monte Alto Sauvignon Blanc 2015 – R$ 38,00

Secos e Aromáticos: são intensamente perfumados como os aromas de frutas doces. Geralmente são parceiros nas harmonizações das cozinhas asiáticas e indianas, porque combinam com os sabores agridoces e atenuam os sabores picantes destas. Os exemplos mais comuns são as uvas Torrontés, Chenin Blanc, Riesling e Gewüstraminer.

Don Arturo Torrontés / Chardonnay 2015 – R$ 48,00

Secos e Concentrados: Embora secos, apresentam aromas de fruta madura, madeira, manteiga, tostado, fermento, aromas mais complexos. Podem ser envelhecidos em barricas de carvalho ou na garrafa. Pode apresentar potencial de guarda.  Exemplos: Chardonnay com barrica do novo mundo, alguns brancos da região francesa da Borgonha, Sémillon e Viogner.

Arboleda Chardonnay 2015 – R$ 168,00

Meio Secos: geralmente estes vinhos são engarrafados antes que a totalidade dos açúcares tenham se transformado em álcool. Apresentam uma nítida  doçura, que poderá variar do delicado ao doce. Exemplos: Moscato D’Asti, Lambrusco e  Riesling de Colheita tardia.

Chateau Peyruchet Cuvee 2011 – R$ 138,00

Doces ou Licorosos: São vinhos bem concentrados, com sabor doce intenso. Dado o seu elevado teor de açúcar, estes vinhosacompanham muito bem doces e sobremesas. Exemplos: Vin santo (Itália), Tokay (Hungria), Sauterne (França), Moscatel de Setúbal (Portugal), Eiswein (Canadá), vinhos atacados pelo fungo Botrytis de qualquer procedência.

Late Harvest Marques del Valle 2013 – R$ 125,00

Mas atenção, toda regra tem as suas exceções! É importante entender que uma mesma uva pode variar os estilos, em função do clima, do solo, da região e do país. Um Chardonnay do norte da Itália poderá ser vivo e fresco, com acidez alta de uvas amadurecidas em uma região muito fria. Já o Chardonnay australiano poderá ter uma acidez menor com aromas de frutas exóticas por se tratar de uma região mais quente. Outro exemplo, seria o Riesling, que pode variar do seco, meio doce ou doce dependendo do estilo do produtor ou da região.

Para finalizar deixo a pergunta: Qual é o tipo de vinho branco que você mais gosta? Deixe aqui nos comentários e sua experiência com este tipo de vinho. Vou adorar saber!

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